Estou grávida, e agora?!
Estou grávida, e agora?!
Na sequência de um post anterior, sobre “Quero engravidar, e agora?”… … 5 dias de atraso menstrual… faço um teste de gravidez. O teste está positivo! Pânico! E agora?!Ponto número 1:
Nada de dizer a todos os amigos e conhecidos, nem publicar nas redes sociais! Porquê? Porque infelizmente, uma % significativa de testes positivos não chegam a ser sequer traduzidos por uma imagem ecográfica. Cerca de uma em 10 a uma em 5 gestações, dependendo da idade materna vai ser uma gravidez que não vai evoluir. Não vale a pena todos saberem de uma novidade, que não vai chegar a ser… Sem falar nos casos que por desconhecimento desta realidade mães trazem os filhos mais velhos ver “o mano”… e nos casos em que a gravidez não evolui é triste para o vosso filho pensar que o “bebé” morreu, quando ele nem existiu ou não passou de uma ervilha de 15mm.Ponto número 2:
Se tiverem ginecologista, que já devem ter, por esta altura… mandem uma sms a avisar que tiveram teste positivo e digam quando foi a data do primeiro dia da vossa última menstruação. Desta forma ele indicará qual a melhor semana para agendarem a primeira consulta, para que ao irem à mesma já seja possível verem o embrião e não saírem com dúvidas se realmente algo está a acontecer.Ponto número 3:
Não marquem consulta para o próprio dia ou para o dia a seguir! Antes deve ser estimada a idade gestacional da gravidez, ou com a orientação do vosso obstetra ou com a ajuda de uma calculadora gestacional. Só valerá a pena ir à consulta após as 6-7 semanas de gestação. Esta idade é calculada com base do primeiro dia da última menstruação e não na base da conceção (dia que engravidaram). Portanto quando vos falamos em semanas da gestação não nos estamos a referir ao dia que engravidaram, mas cerca de 2 semanas mais. Por favor, não venham falar em meses, que é algo super-antiquado, do século passado mesmo! É de uma falta de precisão na nossa atualidade em que a gestação é calculada ao dia devido à datação ecográfica na ecografia do 1º trimestre. https://www.womenonweb.org/pt/pregnancy-calculatorPonto número 4:
Se não tiverem iniciado ainda ácido fólico, devem iniciar de imediato. Para quem está mesmo por fora, o ácido fólico é muito importante começar antes mesmo de engravidar para prevenir doença do tubo neural. Se tiverem realizado a pré-concepção direitinho… é só esperar pela primeira consulta e aguardar ver no ecrã do ecógrafo o pontinho de 15-20mm a piscar, e ouvir pela primeira vez os batimentos do coração do vosso embrião!Ponto número 5:
O ideal mesmo é só falarem acerca da vossa gravidez, pelas 10-12 semanas. A partir desta data a percentagem de gravidezes não evolutivas e abortamentos decresce de modo considerável. No fundo, quando engravidarem, avisem!
Pílula- quais os benefícios?
Quais os benefícios da pílula?
É importante perceber que o ciclo menstrual hormonal normal, é regulado pelo hipotálamo e hipófise que emitem hormonas que vão atuar nos ovários e útero, e que este ciclo induz alterações flutuantes ao longo do mês.
Quando se toma contracetivos orais esse ciclo hormonal é frenado e as hormonas que passam a controlar o ciclo são as que tomamos na pílula, produzindo um ciclo com níveis hormonais constantes.
Esta toma continua de valores constantes de hormonas impede a ovulação e portanto a capacidade de engravidar. Quando se interrompe a toma da pílula, apesar do organismo ficar sem essas hormonas exógenas numa questão de breves dias, a reativação do ciclo natural comandado pela nossa hipotálamo pode demorar um pouco. Entretanto quando o ciclo do nosso organismo é restabelecido as nossas hormonas retomam o comando.
Deve-se ter em conta que se os níveis hormonais mantém-se muito mais estáveis com a toma da pílula, diminuído uma série de sintomas como síndrome pré-menstrual, dores mamárias, períodos irregulares quando se toma a pílula.
A toma da pílula também diminui o fluxo menstrual e a dor menstrual.
Muitas vezes as pacientes iniciam a toma da pílula por acne, pilosidade aumentada, períodos irregulares, e nestes casos há igualmente melhoria das queixas.
Pacientes com tendência a síndrome pré-menstrual, que consiste na semana antes do período a terem alguns sintomas como: irritabilidade, flutuações do humor, desejo de comer doces, retenção de líquidos… vão ter estes sintomas com a toma da pílula que os vai encobrir.
Muitos estudos internacionais recentes demonstraram que o peso não se altera com o inicio ou suspensão da pílula. Dado esta evidência não parem a pílula porque acham que aumentaram de peso…
Resumindo, as hormonas da pílula controlam as nossas hormonas e, havendo desregulação hormonal, todos os sintomas associados vão diminuir com a toma da pílula, na maioria dos casos:
- Ótimo método contraceptivo, se não houver esquecimentos na toma
- Diminuição do fluxo e da dor menstrual
- Regularidade do ciclo menstrual
- Diminuição do acne, da pilosidade e queda de cabelo
- Diminuição da síndrome pré-menstrual com os vários sintomas que o compõe (irritabilidade, flutuações do humor, desejo de comer doces, retenção de líquidos, etc).
Deve-se ter conta que estando a falar de hormonas cada caso é um caso e o que está escrito neste post, está baseado na grande maioria dos estudos.
Uma nota final, muito importante mesmo: Não se deve fazer “pausas da toma da pílula”, está completamente contraindicado pelos estudos recentes.
A pílula só deve ser interrompida, quando se pretende engravidar, mudar de método contracetivo ou surgir uma doença incompatível com a sua toma (muito raro).
É um mito muito antigo e completamente colocado de lado. Aliás vários estudos defendem que a toma da pílula contínua diminui o risco de cancro do ovário (diminuição de 50% após 5 anos de toma contínua, por exemplo).
Existe uma lista muito curta de doenças que contra-indicam a toma de contraceptivos orais (em caso de dúvida falem com o vosso ginecologista).
Em recuperação…
Em recuperação … 2 semanas depois da cirurgia à hérnia lombar…
Fui feliz e tranquila para a cirurgia, acreditando que estava em mãos experientes.
Mas o que custa, afinal é o após…
A hérnia estava a comprimir bastante o nervo e a recuperação não está fácil…
Estar deitada 95% do tempo… sair da cama para as refeições e ir à casa e banho, banhos rápidos para não estar muito tempo em pé sem a proteção da lombostato, e que resultam em cabelo mal lavado em 50% das vezes…
Ter vários alarmes no telemóvel para saber a hora da toma da ciproxina, do rantundil, do adalgur, do lyrica, do pantoc e vitaminas…
Estar sentada uma hora e começar a doer a ciática…
O estar na cama implica, rodar, tipo espeto, para a esquerda, para a direita e um pouco para cima…
A cabeça, já impaciente, habituada a um ritmo sufocante, agora que respira fica numa confusão a tentar resolver coisas pendentes… e leva a noites de insónias, mesmo que de dia tente não dormir!
Não têm sido dias fáceis, mas tem um lado bom!
As visitas dos meus Amigos, que feitos doidinhos me trazem docinhos, que eu tanto gosto, mas que me fazem ir arredondando cada vez mais…
As visitas de Amigos que mal nos vemos devido à loucura das agendas, mas agora que pelo menos uma agenda não existe (a minha) aparecem por cá, e mesmo comigo deitada na cama e meia despenteada falamos felizes como se tivéssemos falado no dia anterior…
As boleias que me têm dado para ir fazer os pensos…
As mensagens carinhosas das minhas pacientes e amigas a desejar rápidas melhoras…
O carinho enorme com que a minha filha me ajuda e me protege..
Tão bom sentir que quando preciso os amigos estão lá…
Engraçado, eu que tenho um bocado de mania de não incomodar ninguém, agora percebo que nestas fases quem está deste lado aprecia mesmo ser lembrado e acarinhado!
Em tudo há um lado bom…
Espero que este tempo parada ao menos dê para pensar e repensar caminhos…
Que consiga com calma reorganizar a minha Vida.
A vocês peço-vos paciência… eu vou voltar… só vai demorar um bocadinho mais… tenho que voltar a 100%… até porque não sei andar devagar…
Beijo grande e continuem a torcer por mim…
PS: Adoro pertencer e ser mimada, mas não contem a ninguém!
O Carnaval…
Não, não gosto do Carnaval!
Desculpem… começar assim com um desabafo…
Nunca achei graça a vestir-me de palhaço, cowboy, chinesinha, princesinha…
Imagino a vossa cara a ler isto e a pensar, que depressiva está a MM… que corta barato! Será que é por ter passado os últimos 8 dias quase inteiros na cama?!
Não, desculpem a desilusão, mas não.
Que deixe bem claro, que lá por Eu não gostar… acho um momento giro para os miúdos sentirem a fantasia de ser uma fada, um super-herói! Mas, na realidade as crianças têm esse poder todo os 365/6 dias do Ano… com fato ou sem fato a mente deles leva-os a lugares incríveis… E quem é mãe sabem bem disso…
Tudo começou em criança… reza a história que em miúda todos os Carnavais a menina MM estava doente… daí talvez a minha irritação miudinha ao relembrar esses dias… Quando deixei a 4ª classe nunca mais me mascarei!
Até que um dia a MM teve uma menina… e no infantário o Carnaval era simplesmente ir assistir a um desfile que os meninos faziam no colégio, vestidos de fatos coloridos e temáticos produzidos pelas educadoras ao longo das semanas que antecediam o evento… claro, que como qualquer mãe me babava a ver a minha pirralha de 2, 3 anos a desfilar toda colorida e feliz… Mas o Carnaval acabava aí.
Foi pelos 4 anos da Maria que tudo Mudou.
Lembro-me, aliás lembramo-nos as duas que falamos nisso frequentemente, que passamos uma terça feira de Carnaval o dia inteirinho a mascarar a Maria de mil coisas… foram horas a criar diferentes personagens com “coisas” que tínhamos pela casa… e foi um dos dias mais divertidos que passamos juntas.
Vestia-a de mulher das cavernas, de urso polar, de bruxa, de camponesa, de palhaço, de velha rica, de médica, de grávida, …
A partir desse dia a Maria quis sempre ir vestida de personagens diferentes do normal, construídas em casa, em família…
E o Carnaval passou, de repente a ser um momento de família…
Uma altura em que durante uns dias nos entretemos a escolher os temas, a construir o “oufit”, a pensar nos pormenores…
E eu passei a Adorar o Nosso Carnaval, não o das serpentinas e samba… esse não, desculpem… são Gostos!
E nestes dias de cumplicidade que antecedem a construção da personagem os momentos de criatividade, de companheirismo, de diversão ficam para mais tarde recordar.
Eu sei, que a Sociedade nos esgota, que o trabalho nos leva tempo…
Eu sei, que o tempo Voa e perdemos sorrisos…
Mas não consigo deixar-vos a sugestão: para o próximo Carnaval não comprem fatos… usem a vossa imaginação, utilizem um fim-de-semana para esta atividade, criem juntos a personagem… construam momentos que os vossos filhos vão recordar para sempre…
E sim, eu gosto deste Carnaval.
#familyfirst
#littledreamers
PS: Quem sabe se algum dia me voltarei a mascarar? Never say never… 😉
Estive do outro lado… e portei-me bem!
Estive do outro lado… fui paciente, fui operada… entreguei-me nas mãos deles e dormi sossegada.
Olho para trás e sempre fui assim, sem medos… o meu pai um dia ensinou-me que se se alguém o consegue fazer eu também o conseguirei… e segui assim a minha Vida.
Nada de Único se passou nestes últimos dias, mas foi realmente diferente estar do outro lado, deitada na cama à espera da minha vez de entrar no bloco…
Como sempre, sem stress…Sim, quem me vê a correr de um lado para o outro a bufar e a falar sozinha pelo caminho não se confunda, nunca vou stressada, vou sim, com muito gás. Já no secundário me chamavam “ Speedy Gonzalez”… e “ Formiga atómica”… Faz parte de mim, da minha ânsia inata para Viver Tudo. Para fazer Tudo.
Mas não stresso, posso resmungar, mandar vir, dizer uma asneira (pequena!)… mas liberto e sorrio.
Nunca a minha mão treme quando vou abrir uma barriga, ou surge um quadro mais complicado numa cirurgia. Fico calma, muito calma… porque no fundo Acredito.
Nesse dia entretive-me de manhã a pintar as unhas e cabelo… vou estar agarrada à cama nas próximas semanas…ao menos que esteja “bonita”… 😉
Cheguei ao Hospital, fiz o “check-in”, tipo hotel, paguei a estadia e fui para o quarto 217…
Arrumei as coisas no armário e falei para o bloco a perguntar se já podia descer… a menina atendeu o telefone e sem eu precisar de dizer quem era riu-se e disse: “Estamos à sua espera…”
Típico Maria Manuel, fui avisar os enfermeiros que quando me quisessem colocar o cateter para descer para o bloco estava pronta… por incrível que pareça os dois que lá estavam no momento não eram daquele serviço, e, portanto não me conheciam e ficaram a olhar estupefactos para a paciente híper-despachada (ansiosa por se ir livrar da hérnia que a atormentava há semanas) e devem ter pensado: “Mas quem é esta louca ansiosa para ir ser operada?!” … Ora bem… alguém como EU, que lá passa uma boa parte do tempo, em bons momentos.
Não vou dizer que me custou estar do outro lado, seria mentira.
Sou Médica, mas acima de tudo sou um ser Humano tal como todos nós e precisei de ajuda de colegas especializados e procurei. Quando me disseram que a cirurgia, no momento era o único caminho, não vacilei… Bem, confesso que penas tive uma pausa mental quando me disseram que seria no mínimo 4 semanas de repouso e a primeira frase que me saiu foi: “E as minhas grávidas?!”… Que angústia me deu… mas penso que nos dias que se antecederam o dia C consegui orientar a maioria. Ninguém é insubstituível… Mas a ideia de as abandonar na reta final, e não estar presente no Parto não sei como me faz sentir…
Voltando ao dia C, quando desci ao bloco senti-me em casa… apesar de vestir a bata de paciente… fui muito bem recebida pela equipa e senti-me em paz com o meu Anestesista preferido, e meu amigo.
Quando o meu cirurgião chegou, também meu amigo, só ouvi o João dizer “Vamos dormir?”. Acenei que sim com a cabeça e entrei a sorrir num sono profundo… não sonhei com Maldivas nem coisa nenhuma, dormi como nunca enquanto aquela equipa durante quase duas horas tratou de mim.
Não faço ideia do que me fizeram… bem, tiraram-me a hérnia lombar que me comprimia o nervo, que ainda me dói (a recuperação demora quando o caso já é avançado…como no meu caso, óbvio… para parar de trabalhar só mesmo na última)…
Que técnica usaram? Como foi o procedimento? Não tenho ideia! Nunca aprendi, não ia agora ver porque não tenho ideia de o fazer… não é a minha área… nem quero saber…
Curiosidade? Ir ver ao Youtube? Não!
Cada um faz o que sabe… o padeiro o pão, o arquiteto o desenho da casa… o cirurgião as cirurgias que faz todos os dias…
Foi só escolher em quem confiar e depois entregar-me.
De certeza que fizeram o melhor para o meu caso.
Obrigada Equipa!
Agora aguarda-me um mês de repouso…
Vai-me custar estar de repouso? Não tenho dúvida que sim… para quem anda a 2000 passar para 2…
Se vou cumprir? Não tenho dúvida que sim! Porque em breve quero voltar aos meus 2000/hora e isso só será possível se eu estiver a 100%…
Como foi estar do outro lado?
Foi absolutamente normal. Não fui médica, mas paciente.
E acho que me portei bem…
Obrigada a todos que me acompanharam estes dias, e em pequenos gestos tornaram mais agradável este momento, mais difícil.
Torçam pela minha recuperação rápida e total, que em breve quero estar aí… de novo, no Outro lado… a receber-vos com um sorriso, nesses dias mais frágeis que precisamos de Acreditar.
Só tenho uma queixa… nem um bebé me deram para o meu retorno a casa…
Nisso, sou mais simpática… quase sempre as minhas pacientes levam um bebé lindo para casa… 🙂
PS: Um segredo, se precisarem de ser operados, escolham uma equipa em que confiem ( no meu caso, foi um pouco diferente,além de confiar eram meus amigos pessoais), e depois sosseguem… o cirurgião opera melhor a sua área do que descasca uma batata… é o nosso trabalho. É o que fazemos todos os dias… no stress! Believe!
A equipa não pára!
Os Sábados nem sempre são de descanso…
Ou um bebé nasce apressado (esta semana foram dois apressados e um bem comportado) … Ou meto-me em formações … ou passo 2 horas a passar visita às recém-mamãs, perdida com os bebés.
Este Sábado trabalhamos em Equipa (como na maioria das vezes) eu e a minha amiga e enfermeira parteira Inês Moura. Quem conhece sabe que é uma equipa Top! 😉
Passamos a maior parte do dia em formação para que daqui a pouco tempo vos possamos oferecer alternativas inovadoras e muito interessantes a nível de pavimento pélvico, como alterações após partos vaginais, incontinência urinária, rectocelos e cistocelos, atrofia pós-menopausa, redução de pequenos lábios hipertrofiados de um modo muito mais indolor e com melhor cicatrização e recuperação.
Estivemos a trabalhar com O Especialista Top Espanhol que nos tem apoiado nesta formação.

Prometo que ainda vos volto a falar neste tema, de um modo mais minucioso… fica aqui no ar a promessa…em breve vou poder melhorar a vida de muitas de vós.
Mas a equipa continuou… seguiu para o Hospital para passar visita às mamãs… Ficamos a contemplar o banho da Beatriz…


E no final do dia, cansativo, concluímos que estávamos felizes…
Tudo é melhor na companhia certa e o segredo é Amar o que fazemos!
Todos os dias agradeço essa sorte!
Espero continuar ao teu lado Né Moura até sermos velhinhas… ainda há um longo caminho a percorrer…

