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Somos mães todos os dias, desde o primeiro dia e para sempre

Somos mães todos os dias, desde o primeiro dia e para sempre

Somos mães todos os dias… desde o primeiro dia e para sempre. Desde o momento em que ela irrompeu no Mundo, e ainda antes enquanto crescia dentro de mim, um Amor sem igual surgiu, cresceu e apertou-me o coração num laço de seda tingido de medos e sonhos… E foi aí que senti o que tantas de nós (mães) referem… o momento em que o meu coração começou a bater fora do meu peito… Já não era dona de mim… já não era só eu… e a minha Vida valia tanto mais. Naquele momento  deixei de ser eu… e passei a ser mãe. Naquele dia renasci e tudo, mas tudo mudou. E de repente as mundanalidades da Vida reduziram-se a isso mesmo… tudo ficou tão irrelevante e pequeno perante o desejo maior de te ajudar a ser feliz e a te proteger de todo o mal deste Mundo. Tantos momentos de felicidade extrema e tantos momentos de dúvidas e dor e medo… E se não vou ser capaz de te dar tudo o que precisas? E se não conseguir te proteger de tudo? E um dia percebi que não eras minha… e doeu. Senti uma certa revolta incrédula a primeira vez que ouvi essa frase: “Os filhos não são nossos!” … Mas como não és minha?!  Se de mim saíste? Se em mim te formaste?! Se te dei amor desde o primeiro momento?! Se te amamentei no meu regaço?! Com o tempo percebi o que aquela frase significava… Hoje conscientemente sei que tenho que te dar a liberdade para seguires o teu caminho, desejando, no entanto, dentro de mim estar sempre na linha da frente a ver-te crescer, tornar-te mulher… e um dia Mãe. E neste nosso caminho, repleto de momentos doces e outros azedos… repleto de conquistas, de amor, de cumplicidade e medos, seguimos juntas porque optamos fazer este caminho em estradas paralelas, contíguas, que por mais voltas que deem vão sempre o suficientemente juntas para nos tocarmos, para nos olharmos. Agradeço todos os dias ao Universo por me teres escolhido… Adoro demais esta nossa relação “Lunar”… E hoje, quando te olhei, esguia, mais alta que eu nesse corpo que um dia saiu do meu… senti um orgulho enorme em nós, em ti, em mim. Sim, os nossos bebés crescem, e um dia dão o primeiro sorriso, noutro começam a andar, no outro balbuciam “mamã” … e no outro, num piscar de olhos são homens e mulheres… Aproveitem cada momento! Todos os dias agradeço ao Universo este papel que me “deu” de poder estar presente no momento mais lindo da Vida de tantas mulheres… esse momento único em que renascem para o Mundo como Mães. Maravilhoso, incrível, poder estar convosco nesse momento sem igual… Obrigada a todas vocês que me escolheram para presenciar ao vosso renascimento… Somos mães todos os dias… desde o primeiro dia e para sempre, mesmo sabendo que os filhos “não são nossos” …  para Sempre.              
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Sinais de Alerta na Gravidez

Sinais de Alerta na Gravidez

Olá, espero que tenham descansado neste dia banhado de sol…

Esta semana fui aos Filhos e Cadilhos falar sobre sinais de alerta na Gravidez…
“Sinais de alerta?!” … questionei quando me disseram o tema… e a Mariana respondeu, “Sim… sinais que a grávida se deva preocupar…”

Em primeiro lugar tenho que falar sobre todos aqueles sinais e sintomas “normais” na gravidez e que decorrem da adaptação do organismo materno ao ser que cresce dentro dele.

A placenta liberta uma série de hormonas imprescindíveis ao normal desenvolvimento do feto e este novo estado hormonal interfere em todos os sistemas.
Por outro lado, a própria anatomia altera-se devido ao volume do útero gravídico em crescimento, que comprime as estruturas adjacentes.

Estas mudanças originam SINTOMAS, como:
– sensação de extrassístoles e aceleração do batimento cardíaco
– falta de ar e sensação de respiração apressada
– azia, digestão lenta, obstipação
– varizes, hemorroides e edemas nos membros inferiores
– aumento da frequência urinária e compressão dos ureteres com tendência a infeção urinária
– dor lombar, dor nas virilhas, parestesias nas mãos

Que sintomas devem então alertar a grávida para procurar ajuda médica?

Dividindo por trimestres:

1º trimestre

Hemorragia  vaginal– pode decorrer apenas da sensibilidade aumentada do colo uterino que sangra muito facilmente ao longo da gravidez, podendo ser no entanto:
– a própria hemorragia da implantação do embrião (muito precoce e ainda antes da falta menstrual, confundida muitas vezes com o período)
– ameaça de abortamento ou mesmo abortamento (quase sempre acompanhada por dor abdominal tipo cólicas)
– gravidez ectópica (acompanhada muitas vezes por dor intensa lateralizada à esquerda ou direita na pelve)

Dores pélvicas – podem decorrer simplesmente do útero a crescer, mas podem estar associadas a:

– abortamento
– gravidez ectópica
– infeção urináriq
– simples obstipação

–  Vómitos incoercíveis– náuseas e vómitos são muito comuns na gravidez, principalmente no primeiro trimestre, porém se incontroláveis com duração superior a 2 dias, sem tolerar nada no estômago, acompanhados de desidratação com perda de peso e alterações analíticas pode ser necessário medicar. Esta situação denomina-se hiperémese gravídica e pode ser necessário inclusive internamento com pausa alimentar e hidratação endovenosa.

2º trimestre

Hemorragia vaginal – pode decorrer apenas da sensibilidade aumentada do colo uterino que sangra muito facilmente ao longo da gravidez, mas também pode ser:
– Abortamento tardio (acompanhado de dor pélvica)
– Descolamento placentar (hemorragia intensa de sangue vermelho vivo, e que se trata de uma emergência obstétrica).

Dores pélvicas – podem decorrer simplesmente do útero a crescer, mas podem estar associadas a:
– Abortamento tardio (normalmente acompanhada por hemorragia)
– Contrações
– Obstipação
– Infeção urinária

 

3º trimestre

Hemorragia vaginal – pode decorrer apenas da sensibilidade aumentada do colo uterino que sangra muito facilmente ao longo da gravidez, mas também pode ser:
– Descolamento placentar (hemorragia intensa de sangue vermelho vivo, e que se trata de uma emergência obstétrica)
– Trabalho de parto (acompanhada de contrações)
– Perda do rolhão mucoso (saída de material mucoso raiado de sangue, que indica apenas que o trabalho de parto está para breve, não imediato)

Dores pélvicas – podem decorrer simplesmente de cãibras (distensão muscular) ou dores musculares, mas também podem estar associadas a:
– Trabalho de parto
– Infeção urinária

 Perda de liquido pela vagina- pode ser devido a uma produção exagerada de muco pelo colo, denominada hidrorreia, que é muito comum no terceiro trimestre, como pode ser:
– Perda de urina (acontece por vezes nesta fase da gravidez)
– Perda do rolhão mucoso
– Perda de líquido amniótico
– Infeção vaginal

O mais sensato, após exclusão de perda de urina é procurar urgência ou consulta com obstetra para diferenciar as situações já que se torna difícil à grávida perceber qual a origem.

No 3º trimestre também gostava de alertar para os seguintes sintomas que podem estar associados a patologia grave:

Prurido intenso, com predomínio na palma das mãos e planta dos pés, com agravamento noturno – devem procurar observação por obstetra para exclusão de patologia da grávida que obriga a avaliação cuidadosa – Colestase gravídica.

Cefaleias intensas, dores de estômago e/ ou alterações visuais – se estes sintomas surgirem deve ser avaliada a tensão arterial porque se esta estiver aumentada podem estar associados a uma outra patologia da gravidez – Pré-eclâmpsia.

Segue o resumo em vídeo …. CLIQUE AQUI… e veja entre os 30 e os 44  minutos

Espero que tenha sido útil e que estejam aos sinais de alerta na gravidez!

Um bom resto de Domingo…

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Amamentação : em conversa com a minha amiga e enfermeira parteira Mimi

Amamentação : em conversa com a minha amiga e enfermeira parteira Mimi

Lembrei-me que ainda não vos tinha falado sobre a amamentação, suas dificuldades e dicas.
A amamentação pode ser a melhor coisa do mundo, mas também pode ser uma fonte de stress e até depressão.
Estar informado e preparado pode ajudar a transformar esse momento num momento mágico, sem falar que um modo de alimentar o bebé superprático (o leite está sempre pronto e à temperatura ideal)…

Segue a conversa com a minha querida amiga Mimi, enfermeira parteira e mãe de 4…

  • Com que dificuldades devemos contar?

As dificuldades podem ser muitas. Apesar de se tratar de um processo fisiológico, na grande maioria das vezes, não é tão linear como os papás/mamãs sonham. A amamentação pode parecer algo instintivo, mas tem que ser treinado e só com prática é que surge a aprendizagem tanto do bebé como da mãe.

  • O que fazer para as ultrapassar?

Para ultrapassar as dificuldades nada melhor do que conhecê-las de antemão, assim não são apanhados desprevenidos. Para tal, é importantíssimo aprender sobre o assunto ainda na gravidez ou através de aulas de preparação para o nascimento ou através de livros e publicações (cuidados com as fontes) acerca deste assunto. A consciência de todo o processo e a motivação para amamentar são fundamentais para o sucesso da mesma.

  • O que podemos fazer na gravidez para estarmos mais preparadas?

Como referi anteriormente estudar sobre o assunto vai ser um grande trunfo. Mas como costumo dizer às minhas mamãs, se foram capazes de gerar um ser tão perfeito em que a única coisa que tiveram que fazer foi viver de forma saudável porque é que não haveriam de conseguir produzir leite e continuar a dar vida a esse mesmo ser? Pois é, todas somos capazes de amamentar, no entanto existem fontes de stress e de inibição que no processo de gravidez não interferem, mas que, na amamentação, podem prejudicar.
Por exemplo, iniciar a amamentação ainda na primeira hora de vida pode fazer a diferença para que todo processo seja tranquilo e se torne um sucesso. Nas primeiras horas, o bebé está bem desperto a tentar absorver a mudança que acabou de acontecer, caindo de seguida num sono profundo. Por isso, torna-se crucial iniciar a amamentação precocemente, pois nessa altura os reflexos de sucção e deglutição estão no seu auge, até porque naquele instante ele não vai “só” mamar de forma a se alimentar, vai mamar procurando conforto e segurança junto de quem ele consegue reconhecer (através do cheiro, voz, movimentos respiratórios, frequência cardíaca, …). É também importante referir que, nessa primeira hora, a mãe está sob o efeito de um aumento de ocitocina  e prolactina que vão facilitar a amamentação naquele instante e nos seguintes.

  • Qual o papel dos mamilos de silicone e os “tupperwares”?

Os mamilos de silicone podem ser úteis para as mães que tenham mamilos rasos ou invertidos. ( nota importante: se a amamentação estiver a correr bem com o auxílio destes não há motivos para deixar de usar, ok?). As conchas/arejadores de mamilos ou “tupperwares” podem ser funcionais para evitar lesões do mamilo.

  • E em relação a cremes… vale a pena?

Atualmente, existem várias gamas de cremes/bálsamos para colocar no mamilo. É importante hidratar esta parte do corpo, tal como hidratamos o restante corpo. E se pensarmos bem, ele bem que precisa de uma atenção redobrada porque vai ser exposto a tensões diferentes.

  • Na mamada … dar uma só mama, as duas? Começar pela última?

Bem, esta é uma das principais dúvidas… Então, numa primeira fase em que as mamas produzem apenas colostro, eu sugiro que façam as duas mamas para promover uma produção equitativa. E depois de ter acorrido a descida do leite, que decorre entre o 5ª/7º dia após o nascimento (nota importante: pode não ser evidente, e nem é vivenciado da mesma forma), sugiro que façam uma mama por completo e em seguida e se o bebé ainda quiser, ofereçam a outra. Sendo que devem começar a mamada seguinte naquela que o bebé não mamou ou que ficou a meio.

  • Quanto tempo pode demorar uma mamada?

Estudos demonstram que nos primeiros 15\20 min o bebé consegue extrair os nutrientes necessários, mas pode variar. O número de ductos de leite que saem do mamilo variam entre 4 a 18 (em média são 9) e isso pode interferir no tempo de mamada. Existem bebés que mamam em 10 min e ficam satisfeitos e outros que demoram 20 a 30 min. Como é que podemos saber se é suficiente o que estão a mamar?  Se:

  • conseguirmos ouvir o bebé a engolir
  • verificarmos leite no canto da boca
  • trocarmos a fralda 6 a 8 x/dia
  • tiver 2 a 3 dejecções /dia

E claro quando pesam o bebé na consulta do pediatra e este está a aumentar de peso.

  • O que fazer quando o bebé faz da mama chupeta?

Bem, o bebé pode estar a fazer da mama chupeta por estar a fazer uma má pega ou então porque já terminou de mamar e apenas fica no mimo junto à mãe. Temos que perceber o motivo, mas muitas vezes uma má pega pode levar a um aumento de produção de leite e depois resultar numa mastite…
Tem que se tentar perceber, isto da amamentação é um mundo e, por vezes, as respostas não são simples.

  • Concordas comigo que a chupeta e mesmo o biberão não são contraindicados?
    (pessoalmente adoro a chupeta e acho que faz jus ao seu nome em inglês- pacifier)

Concordo… Eu também sou apologista da chupeta, sorry! Tenho 4 filhos e o que seria de mim sem ela. Muitas vezes até sugiro que usem a chupeta numa fase inicial, quando o bebé tem os reflexos débeis ou descoordenados. É só a minha opinião, vale o que vale. 

  • Quando usar a bomba de extração de leite?

A bomba extratora pode ser utilizada por diferentes razões. Uma razão pode ser por excesso de produção de leite. Nesse caso a mamã tem necessidade de retirar o excesso de forma a ficar confortável, nunca esvaziando por completo. Outra poderá ser para aumentar a produção ou até porque prefere dar o seu leite por tetina. Como disse, as respostas acerca da amamentação são muitas e variadas…. sinto-me impotente porque existe um sem número de hipóteses.J

  • Dar de mamar… até quando?

Antes de dar essa resposta, quero que saibam que a resposta a dar de mamar é sim… mas só o devem fazer se for prazeroso para a mãe e para o bebé.  No que concerne o “até quando”, defendo que se possível até aos 6m (em exclusivo ou não) depois dessa idade fica no critério e no bem-estar de cada pessoa/dinâmica familiar.

  • Mais dicas?

Existe tanto, tanto para dizer acerca da amamentação, mas a principal ideia a reter aqui, tal como em tudo o resto na maternidade, é que o instinto materno tem sempre razão. O instinto de cada mãe é que está correto, lembrem-se que cada bebé é único e ninguém melhor do que a mãe para o conhecer.

Outra premissa importante é que inicialmente a mamã produz colostro e ésuposto ser em pequena quantidade e é suposto a mama continuar mole, a produção é compatível com o tamanho do estômago do bebé .

O colostro é altamente concentrado rico em proteínas e minerais, fornece ao RN defesas naturais (rico em imunoglobulinas) e tem uma ação laxante – promove a eliminação do mecónio.

O leite materno estás em constante mudança e é feito à medida do bebé. É rico em proteínas, gorduras e hidratos de carbono, tendo assim uma função imunológica, nutricional e de desenvolvimento.

Neste sentido, amamentar é um momento que vai marcar para sempre a ligação que se estabelece com os filhos, tornando aquele instante num momento de partilha e de amor recíproco. O “bonding” (união) que dali surge torna-se único e em poucos momentos na vida poderá repetir-se algo tão grandioso.

Por falar em “bonding”, obrigada por este convite espero ter sido útil a ajudar as suas grávidas que um dia também foram minhas e obrigada por mostrar que o que um dia criamos foi tão bom e forte que não há barreiras que nos separem.

PS: Obrigada eu Inês pela colaboração… um “bonding” verdadeiro dura para sempre…

Qualquer dúvida sobre amamentação perguntem no Instagram : Enf Parteira Inês Moura

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Filhos e Cadilhos : cérebro de grávida e o bebé do ano

Filhos e Cadilhos : cérebro de grávida e o bebé do ano

Esta semana fui aos Filhos e Cadilhos e mais uma vez numa leve conversa com a querida Mariana D’Orey alertamos para as alterações que ocorrem na capacidade de concentração e na memória a curto prazo durante a gravidez e no pós-parto.

A ideia foi tranquilizar as grávidas e quem as envolve uma vez que este “cérebro de grávida” é transversal e é apenas um fenómeno adaptativo à formação da nova mãe.

Coincidentemente falamos um pouco no início deste primeiro programa do ano 2021 dos Filhos & Cadilhos do Nosso bebé do Ano… espreitem AQUI para perceberem o porquê deste bebé ser tão “Nosso”…

Feliz 2021… com muitos bebés e com muitos programas do Filhos & Cadilhos cheios de bons conselhos para as mamãs e futuras mamãs!

PS: Mais uma vez obrigada Mariana D’Orey e Filhos & Cadilhos pelo convite…

 

 

 

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A minha bebé do Ano…

A minha bebé do Ano…

Feliz 2021!
Ontem disse que 2021 ia ser um ano mágico e dourado…
Na verdade, nunca imaginei que a Magia iria ter mesmo lugar logo no seu início.

Ontem pelas 00:00, mesmo na viragem do ano nasceu a Carolina…
Era suposto nascer um mês depois, mas de um modo tipicamente feminino cedo nos deu a entender que quem manda é mesmo ela.

Eu fiquei com a certeza que 2021 vai ser fantástico, até porque posso não ter bebido o champanhe às 00:00, mas entrei no ano a fazer o que mais Adoro… trazer pequenas luzes a este Mundo…
Bebi o champanhe e pedi os meus 12 desejos na transição da 01:00, foi o possível…Mas a Alegria de na viragem do ano (e que ano…) estar a fazer entrar no Mundo uma bebé, que mesmo tendo nascido antes do tempo (às 35 semanas) entrou forte e saudável trouxe-nos uma Alegria enorme… e a Esperança no nascimento, no renascimento. Na Vida. E a Vida gera Vida…

Ontem nasceu não só a Carolina, como uma mãe, um pai… e um novo Ano!
Um Ano que eu imagino pintado de verde esperança… e espero que, salpicado de cores, muitas cores resultantes de momentos únicos e inesquecíveis…

Momentos Nossos.
Momentos que nos façam sorrir e sentir Vivos.

Obrigada Universo!
Abençoada e infinitamente Grata…

 

PS: A foto do momento mais mágico na Vida de uma mulher… renascer na versão de Mãe! Mesmo a preto e branco irradia Luz e Amor. Parabéns Catarina!

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Que 2021 seja como as minhas rabanadas, um ano dourado, doce e polvilhado de Amor…

Que 2021 seja como as minhas rabanadas, um ano dourado, doce e polvilhado de Amor…

Não ia escrever…
Acordei convencida que este ano que finda não merecia grande atenção… muito menos reflexão…
Acordei e nem alívio senti por saber que era o último dia deste malogrado 2020.

Se o número 20, tantas vezes corresponde a algo bom … “aquele hotel é nota 20!” … nunca imaginaríamos que o 20 a dobrar seria marcado nas nossas vidas como um ano marcado negativamente pela diferença, banhado a medo e solidão, com meses de angústia que se tornaram em dias de confinamento e afastamento.
Muitos de nós sós e a sentir o céu a cair sobre as nossas cabeças, como os gauleses numa banda desenhada do Astérix.

Mas se 2020 foi uma banda desenhada, foi escrita sem qualquer humor e pintada em tons de cinza…  e nem o maldito arco-íris que tantos insistiram em espalhar pelo Mundo fora nos trouxe cor!
Foi um ano sem sorrisos, sem abraços. Um ano que nos arrancou a liberdade.
Medo, foi o sentimento que reinou. Já pensaram como algo tão pequeno nos conseguir encolher e reprimir tanto?!
Mas não quero falar mais do que já foi tão comentado.

Venho apenas num ímpeto que me surgiu agora mesmo, ali na minha cozinha, de vos desejar um 2021 muito diferente…
A “rainha do bloco”, esteve a operar no fogão… e pelas minhas mãos não nasceram hoje, meninos, mas rabanadas… muitas rabanadas.
E eu estava a fazê-las e a pensar que desejo que o 2021 seja como as minhas rabanadas… um ano Doce, Saboroso, feito com os melhores ingredientes e repleto de Amor.

2021 Vem!  Vem e apaga estes meses de medo e solidão… e traz-nos momentos de convívio regados de gargalhas e sorrisos (como eu sinto falta dos sorrisos!)…
Traz-nos de volta as viagens, as descobertas, novos projetos…
Traz-nos os Abraços e os Beijos.
Traz-nos a Esperança e a Luz…

2021, és o ano da Esperança… tens nos teus ombros essa responsabilidade…

Que 2021 seja como as minhas rabanadas, um ano dourado, doce, saboroso e regado de Amor…

PS: E já agora, que em 2021 entrem pelas minhas mãos neste Mundo muitas e muitos bebés doces e dourados … repletos de Luz.

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