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A minha melhor década…

A minha melhor década…

Ainda ontem brincavas na orla do mar… Os pés a serem beijados pelas ondas que neles se desfazem em espuma. Uma onda maior explode aos teus pés e envolve-te em salpicos. Percebo mesmo à distância que falas com ele e sorrio. A bebé cabeluda que saiu de dentro de mim há 10 anos atrás cresceu. És tu, uma adolescente presa num corpo esguio de menina. E um número mágico vives hoje fazes 10 anos no dia 10, e isto não se repete. 1 década de Amor, de perdição. A melhor década, até à data, da minha Vida. E apesar de ser o dia de Camões, dia de Portugal, dia de feriado Nacional, de pouco me importa porque hoje é o Teu Dia. O Universo deu-me a oportunidade de te criar… e nesse trajeto crescer contigo, ultrapassar-me, superar-me. E não há um dia que não o agradeça. Não sei se foi do Amor, se foi das regras, se foi dos exemplos, se foi porque sim… mas és uma Pessoa Fantástica! Hoje é impossível escrever sobre mais nada, porque o meu coração grita o teu nome: Maria. E eu imensamente Feliz Sou, por te pertencer. Parabéns meu Amor…e parabéns a mim que ao meio dia do dia 10 de junho de 2008 renasci para o Mundo… Maior.
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Modo Pausa

Modo Pausa

Modo Pausa…

Acordo e vejo os cabelos escuros e revoltos da minha babe espalhados na almofada ao meu lado…
A frase “dormir sem ter hora de acordar é outro nível” sussurra na minha cabeça e sorrio.
Mais uma volta na cama, sabendo que posso me deixar adormecer.Ironia da Vida, claro que não adormeço! Não adormeço só e apenas porque me o permitido.
Maldita mente!

Mais tarde, perto do mar, a ver o mar, a ouvir o mar permito-me viajar…
Não há sítio algum onde sinta mais paz. Ao seu lado.
Molhei os pés, senti o seu beijo frio. Uma onda mais atrevida molha-me as coxas e o vestido.
Estava com saudades TUAS, sussurro.

Saudades também de parar.
No quotidiano, o suceder de tarefas não me deixa por vezes Pensar.
Ok, ok… penso se ainda vou a tempo de ir almoçar antes de ir para o bloco, se a gasolina me chega para ir e voltar porque não me dá jeito parar agora. Penso que casaco vou vestir porque está a chuviscar…

Mas isso não é Pensar!

Parar e Pensar…
Pensar nos caminhos que percorremos, nas escolhas que temos feito, nas decisões que temos tomado. E pensar para onde vamos, a seguir.
Sei que pareço doida aqui a pensar “alto” no meu caminho… mas a verdade é que o faço.
Estou a dar a atenção necessária à minha filha que cresce em modo turbo? Estou atenta às suas angústias e desejos? Estou presente?
Estou a dar-me atenção e permitir-me a pequenas pausas, a mimos e a pequenas recompensas? Tenho tempo para mim? Para cuidar de mim?

O som mágico do mar…
Penso na “minha teia”, e nas pontes que todos os dias construo e estabeleço entre o meu Mundo e o mundo de quem por mim passa e sorrio. Tantos de vocês que pertencem a essa “Teia”… que tocam no meu Mundo por alguma razão e o modificam, o pintam com novos traços só porque estão lá.

O vento sopra, agora e a pele arrepia-se encolhendo tentando preservar o calor…
A Vida às vezes é assim… uma questão de sobrevivência.
Eu não a quero assim.
Já disse, repito e volto a repetir… acordar, cumprir uma lista de tarefas, pelo caminho dar resposta às nossas necessidades básicas e voltar a dormir (mais uma…) … não tem graça…

O vento sopra, e muda.
Mudem também.

Às vezes é preciso Parar, para Pensar.
Ver bem dentro de nós o que faz Sentido.
Ver bem dentro de nós o que nos faz Sorrir…
E fazê-lo.

Porque viver não pode ser um check-list… tem que fazer Sentido, tem que te fazer Sorrir.

E no fim do meu primeiro dia de Pausa, já me sinto mais perto… de mim.

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Na gravidez Tudo Muda

Na gravidez Tudo Muda

Na gravidez tudo muda.
Desde que o pequeno grupo de células resultante da junção do óvulo com o espermatozoide nida no interior do útero uma revolução ocorre no organismo materno.
Um conjunto de adaptações fisiológicas têm lugar no sentido de criar um meio ideal para o desenvolvimento fetal, sem o comprometimento materno.O conhecimento dos sinais e sintomas decorrentes destas adaptações permitem-nos discernir entre o normal e o patológico.
De um modo sumário vou-vos falar sobre as consequências mais importantes desta adaptação.

A frequência cardíaca aumenta, o volume sanguíneo aumenta em cerca de 45% e ocorre frequentemente a sensação de batimentos cardíacos mais rápidos e sensação de extrassístoles (uma espécie de batidas extra do coração). Devido à compressão do útero em crescimento na pelve, o retorno venoso está comprometido e surgem edemas, insuficiência venosa e tendência para a trombose venosa. Surgem varizes e hemorroides, muitas vezes. Também é mais frequente a hipotensão, com sensação de tonturas e vertigens, assim como menor tolerância ao calor.

Há um maior consumo de oxigénio e a frequência respiratória aumenta, sendo a sensação de falta de ar perante pequenos esforços comum.

A frequência urinária aumenta, uma resposta hormonal, mas principalmente devido ao crescimento do útero sobre a bexiga. A compressão uterina também conduz ocasionalmente a incontinência urinária repentina. Esta mesma compressão, associada ao relaxamento dos músculos lisos causa hidronefrose (alargamento dos ureteres) com estase urinária que facilita a subida de bactérias pelos ureteres até ao rim tornando mais comum uma pielonefrite (infeção do rim), que na grávida implica internamento.

A nível gastrointestinal há um relaxamento global e uma diminuição da motilidade, conduzindo a obstipação, azia (devido refluxo gastroesofágico), digestões difíceis.

As náuseas são dos sintomas mais frequentes, em particular no primeiro trimestre, sendo a sua etiologia multifatorial, mas essencialmente devido a fatores hormonais, alterações de motilidade e ansiedade.

A salivação está aumentada e a hemorragia das gengivas e mesmo nasal é mais comum na grávida do que na população geral.

A nível endócrino, há um aumento da resistência periférica à insulina, tornando a gravidez num estado diabetogénico, sendo essa a razão de pesquisarmos em todas as grávidas entre as 24 e 28 semanas o Diabetes Gestacional (já falado neste blog- clique Aqui para ver).

As alterações são tantas, que chegam a ocorrer na pele, como hiperpigmentação e estrias cutâneas.

Há uma tendência trombótica na gravidez, desencadeada por uma série de mecanismos que protegem a mulher da hemorragia pós-parto.

Tudo muda na gravidez.

A alteração postural e aumento de peso facilitam dores lombares e nas ancas.

O útero a crescer dores no fundo da barriga e zonas mais laterais devido ao repuxamento dos ligamentos.

Por vezes ocorrem dormências nas mãos, que surgindo persistem regra geral até umas semanas pós-parto, relacionado com edema e retenção hídrica.

A ansiedade e a dificuldade de arranjar “uma posição” tornam as noites mal dormidas nas últimas semanas.

A grávida sente isto tudo e mesmo assim sorri, porque está feliz por estar a gerar Vida dentro de si.

Quatro a seis semanas pós-parto tudo regride, mas o Amor que cresceu dentro de si ao longo dos 9 meses em que a revolução ocorreu dentro de si, esse não morre… continua a crescer até ao último dia.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Maria… és Trevo de 4 folhas

Maria… és Trevo de 4 folhas

O dia ainda despontava e já um grupo de passarinhos conversava animadamente na minha janela. Num fim de semana lotado de emoções… os meus lábios esboçaram um sorriso.

Amo-Te. Amor da minha Vida que irrompeste num dia de sol, de dentro de mim.
Nesse dia renasci contigo, e renasci mais forte, Maior.
O Mundo mudou e a Vida ganhou novo valor.

Com esse Amor incondicional vieram incertezas, receios. Medo de te falhar, medo de não estar por ti. Medo de te magoar, ou de deixar que te magoem…
E neste Mundo cão, cheio de maldade, em que miúdos de tenra idade já demonstram requintes de maldade… sim, tenho medo.

Tu és SOL, tu és luz.
De uma pureza tão grande, um sorriso cheio de bondade.
Tem dias que ao teu lado, invertemos o papel, e mergulhando nos teus olhos cheios de sabedoria ouço-te e agradeço por te Ter.
Abraço-te e o que está torto endireita. Na escuridão nasce o sol. No deserto nasce o mar.
O tempo voa, e eu quero que pare. Ficar a olhar para ti. Ouvir-te respirar.

Podia encher o papel de sentimentos revelados por letras e palavras, mas só quero estar contigo. Vou saltar da cama e Viver Aqui e Agora este dia de domingo, que se adivinha como tu… Alegre e cheio de Sol.

Obrigada Maria por seres a pessoa maravilhosa que és.
Obrigada por teres descido ao Mundo para alegrar o meu dia, para dar sentido à minha Vida, para me fazer Sorrir.

Maria… és Trevo de 4 folhas. És manhã de Domingo à toa… pedaço de sonho que faz eu querer acordar para a Vida… me leva contigo para passear, eu juro afeto e paz não vão te faltar… e o tempo pára… quando aqui Tu estás.

Feliz Dia da Mãe para todas nós!

 

PS: Nunca se esqueçam de dizer aos vossos filhos quanto os Amam…

 

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Sífilis…ainda é uma realidade

Sífilis…ainda é uma realidade

A sífilis…

De origem antiga, já descrita por Hipócrates, esta infeção bacteriana continua a ser uma presença no nosso Mundo. Teve um pico devastador no século XVI. Apenas no século XX surgiu cura para a doença, com a descoberta da Penicilina.

Ainda assim, a  Organização Mundial de Saúde estima que em 2008 tenham ocorrido 10,6 milhões de novos casos de sífilis entre adultos entre 15–49 anos de idade. Estima também que a sífilis afeta entre 700 000 e 1,6 milhões de gravidezes por ano, em todo o Mundo sendo  causa de abortamentos espontâneos, nados-mortos e sífilis congénita.

A bactéria que a causa é o Treponema pallidum, e a infeção ocorre por via sexual ou por transmissão vertical (através da placenta ou periparto da mãe para o filho). Muito raramente por via sanguínea.

A infeção congénita é de tal forma comprometedora para o bebé que é protocolo o seu rastreio na gravidez em todos os trimestres.
A prevenção passa pelo uso de preservativo e pelo seu rastreio na gravidez.
O tratamento passa por uma simples injeção de Penicilina.

O curso da doença é descrito por quatro fases:

Sífilis primária – aparecimento de lesão, regra geral genital (vulva, colo do útero, pênis, reto, mas também na boca…). Apresenta-se como uma úlcera indolor de base dura, bem delimitada, não exsudativa e não pruriginosa, que surge em média cerca de 21 dias após o contacto sexual. Pode persistir cerca de 3 a 6 semanas.

Sífilis secundária – quando a sífilis primária não é tratada evolui para uma fase exantemática e é caracterizada por uma erupção cutânea que além do tronco e membros também não poupa a palma das mãos e plantas dos pés. Aparece geralmente 6 a 8 semanas após a lesão primária ter desaparecido. Tem diversos sintomas associados como síndrome gripal, dores articulares, adenopatias (gânglios aumentados) …

Sífilis latente – o paciente é portador, mas não apresenta sintomas.

– Sífilis terciária – atualmente surge apenas numa pequena percentagem dos casos. Surge entre 10-30 anos após a infeção inicial e cursa com gomas (tumefações moles) que se desenvolvem em qualquer parte do corpo, pele, osso, coração, cérebro…

De um modo resumido, tentei transmitir-vos esta informação sobre uma DST (doença sexualmente transmissível) que continua a ser uma presença na nossa sociedade, e que tem impacto não só pessoal, como também na gravidez.

Se tiverem mais dúvidas, perguntem!

Mais uma vez … partilhem… porque é importante Saber!

 

 

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