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Desafios & Sorrisos

Desafios & Sorrisos

Porque “Um médico que só sabe Medicina, nem Medicina sabe!” … este último ano aceitei um novo desafio… Fazer uma Pós-graduação (PG) na área de Gestão… Um ano depois e depois de muitas noites passadas na Faculdade, e vários fins de semana de trabalhos e preparação para exames está feito! Esta semana foi a entrega do Diploma e não é fácil não falar sobre isto… Foi no meio de toda este entrega e abdicação de tempo livre que surgiu a ideia do Blog… Num belo Sábado do Inverno passado estava num Brunch com duas amigas, quando lhes falei da ideia. Uma disse rapidamente: “Ui… tens a certeza que queres começar isso Agora?!… no meio da PG?!” … A segunda, que me conhece há mais tempo acrescentou a rir:“ Para ela o Blog funciona tipo terapia…”.  E sim, funcionou. Não, não vou parar de escrever só porque a PG acabou! Sabe-me bem escrever, desde que tenha o vosso feedback! Fico Feliz quando partilham, porque sinto que acharam suficientemente importante a informação para ser partilhada. Sobre a PG, que dizer? Hoje em dia, todos fazemos mais formação… (alerto-vos mais uma vez para não adiarem a Maternidade por causa de mais um mestrado, um doutoramento…) Eu estou noutra fase da Vida, já não adiei nada, mas mesmo assim abdiquei de adormecer a minha pequena duas noites por semana durante um ano (bem, uma das noites já existia por outros motivos). No outro dia dei por mim a dizer: “Quando isto acabar vou fazer um curso de cozinha…” e a minha filha arregalou os olhos e disse: “Mãe, só se for em casa!”… e percebi que até para ela custou um pouco. Mas foi bom. Ganhei companheiros e amigos. Acabei com uma nova perspetiva do Mundo… que me ajudará na vivência de determinadas áreas no meu dia a dia, uma vez que a PG foi em Gestão e Direção em Saúde. Como Coordenadora de um Serviço de Ginecologia penso que me trará bastantes mais valias. Se me custou? Custou bastante. Se gostei? Sim. Então agora que está feito… 😉 A Vida é feita de desafios… e este ano tive vários. Aceitei todos. A Vida é feita de momentos. Vivam esses momentos e sorriam… Sorriam sempre.        
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NÃO CONSIGO ENGRAVIDAR … E AGORA?!

NÃO CONSIGO ENGRAVIDAR … E AGORA?!

NÃO CONSIGO ENGRAVIDAR … E AGORA?!

Na sequência do Domingo passado… e tendo em conta que já fizeram todos os exames de preconcepção, que os resultados obtidos foram todos normais e estão a tentar ativamente engravidar… SURGE A QUESTÃO:

O que fazer quando os meses passam e cada vez que o período atrasa 1-2 dias e a barriga está inchada, as mamas tensas e de repente, quase a rasgar a esperança…o período chega e vem associado a um mar de lágrimas?

O que fazer?

Em primeiro lugar não perder a esperança e depois:

Opção A- marcar consulta comigo… 😉

Opção B – ler o que se segue…

Nota: as opções não se excluem… 🙂

Infertilidade é definida quando um casal está a ter relações sexuais desprotegidas durante um ano e não engravida.
Perante esta situação devem ser excluídos vários factores que podem estar subjacentes.

Fatores de infertilidade

  • Fator feminino
    • Hormonal: Anovulação / Síndrome do ovário policístico
    • Factores anatómicos como:
      • Lesões intracavitárias (como pólipos, miomas submucosos e septos uterinos)
      • Impermeabilidade tubar
  • Fator masculino
    • Alterações no espermograma (seja em número, % de formas normais, % formas móveis ou mesmo ausência de espermatozóides).
  • Fator misto
    • Quando há fator feminino e masculino ( “ junta-se a fome com a vontade de comer”)
  • Fator idiopático
    • Quando todos os fatores são excluídos e não se encontra qualquer causa.

Estudos a realizar:

  • Análises, com estudo hormonal (na primeira fase do ciclo)
  • Ecografia vaginal
  • Estudo permeabilidade tubar: Histerossalpingografia
  • Espermograma

Que tratamentos?

  • Coito programado
    • Não se deve negligenciar este tratamento pois corretamente orientado e acompanhado, numa grande percentagem de casos são a primeira linha. Tenho na minha consulta, e entre as minhas pacientes já mães, várias que esperavam tratamento com técnicas e algumas mesmo que já tinham realizado o topo das técnicas e no consultório com uma indução da ovulação e orientação ecográfica e alguma matemática alcançaram a gravidez sem stress.
  • Técnicas de Procriação médica assistida (PMA) – Conjunto de técnicas que visam aumentar a probabilidade de fertilização.
    • IIU – inseminação intrauterina –> é a técnica mais simples, o esperma é colhido, concentrado e inserido dentro do útero na altura da ovulação.
    • FIV – fertilização in vitro –> procede-se a uma estimulação ovárica, quando os óvulos maternos estão maduros são colhidos sob sedação (aspirados dos ovários), entretanto os espermatozóides são colhidos e “tratados”. No laboratório depois são colocados em caixas de petri e espera-se que os gâmetas se unem e formem embriões. Dos embriões que se formam, escolhem-se os dois com melhores características e estes são colocados dentro do útero.
    • ICSI – injecção intracitoplasmática –> tratamento idêntico à FIV, mas um espermatozóide é inserido dentro de cada óvulo. tratamento necessário quando o fator é masculino grave ou idiopático.

Abordagens?

A abordagem vai depender do fator subjacente.
Ora , vamos lá por partes:

  • Detecção de lesões dentro do útero –> remoção
  • Factor anovulatório –> induzir a ovulação
  • Detecção de alterações da função tiroidea ou da prolactina –> corrigir!
  • Alterações do espermograma –> se graves, orientar para ICSI
  • Impermeabilidade tubar –> orientar para FIV/ICSI
  • Fator indeterminado –> orientar para FIV/ICSI

Em qualquer dos casos se o tempo está a passar e não estão a conseguir marquem uma consulta… quando se quer um bebé … há que ter o bebé…

Podem clicar AQUI ( entre os 15 e os 27min)… e ver uma entrevista sobre este tópico … ontem no Porto Canal.

 

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Quero engravidar! Que devo fazer?

Quero engravidar! Que devo fazer?

Se pretende engravidar há vários passos a tomar!

Primeiro: Pensem um pouco… é de livre vontade que querem ter algumas (poucas ou várias, dependendo caso a caso…) noites sem dormir!? Estão conscientes que não vão voltar a ir jantar fora ou ao cinema quando querem, mas quando podem?!

Se responderam “SIM!” … segue-se nova questão… tem na sua vida alguém para partilhar esse projecto com o mesmo entusiasmo? Note-se que este ponto não é vital! Hoje em dias começo a ter várias pacientes na minha consulta que seguem para “produção independente” … isto, já sem falar na avalanche de mães divorciadas… Alguma mulheres querem imenso ser mães, e na dificuldade universal de encontrar príncipe (que não precisa de ser encantado)… vão em frente com esse projecto de Vida!
Passando então, este último ponto à frente…

Importante, importante é marcar uma consulta com um Obstetra! Porquê?

Por várias razões, antes de tentar engravidar é de boa prática fazer um check-up :

  • Análises, com determinadas análises pré-concepcionais obrigatórias
    • Análises gerais – exclusão de anemia, alterações hepáticas, renais…
    • Serologias – e se tem um VDRL positivo, por exemplo?! Deve-se tratar antes de engravidar!
    • Pesquisa de algumas imunidades… é imune Toxoplasmose? Rubéola? CMV? Se for imune fantástico, senão é preciso ter uma série de cuidados… no caso da Rubéola engravidar e esperar 1 mês ( e não 3 ou 6 como ouço dizer imensas vezes! Há estudos desde 2002 que o comprovam. No caso da toxoplasmose … podem comer tudo ou ter alguns cuidados? Se não souberem vão ler o post de ….
    • Avaliação da função tiroidea – se tiverem hipotiroidismo ou hipertiroidismo é importante corrigir… a disfunção tiroidea está associado a infertilidade, abortamentos de repetição e muitas outras complicações para a gravidez e para o feto…
  • Citologia cervicovaginal (vulgo papanicolau) – se apresentar alguma alteração citológica e precisar de algum tratamento é melhor antes de engravidar que descobrir durante a gravidez e ficar em stress a gravidez toda!
  • Ecografia pélvica – podemos detectar algumas alterações como pólipos ou miomas, que seja importante corrigir antes de engravidar porque podem contribuir para abortamentos ou uns simples ovários com aspecto policístico que nos alertam logo para uma orientação específica na “ajuda” necessária para optimizar a situação e permitir a gravidez…
  • E outros, eu por exemplo gosto de pedir uma ecografia mamária… ora bem, a gravidez vai alterar a mama, a amamentação ainda mais, e se há algum nódulo mamário? Vamos estar 12-24 meses sem o descobrir? Melhor investigar antes da gravidez para não nos preocuparmo-nos com isso na gravidez e amamentação. O cancro da mama cada vez mais atinge mulheres novas, com idades na casa dos 30…

Há uma série de alterações que se não descobertas e corrigidas podem decorrer em dificuldade em engravidar e em abortamentos…

Contribuam para optimizar a vossa GRAVIDEZ!

Estando tudo bem com os resultados, ou após a correcção de patologia associada, de acordo com os mesmos resultados vamos iniciar suplementação de ácido fólico (obrigatório!) e ponderar a suplementação com iodo ou polivitamínico.

Depois de iniciar o ácido fólico isolado ou acompanhado (caso a caso)… a bola fica no vosso campo… É preciso treinar!!! Por treinar entenda-se ter relações sexuais desprotegidas ( sim, com preservativo ou a tomar pílula torna-se complicado…)!… Mas convém ter algumas bases…

Ora bem, como vos costumo explicar o treino recreativo é quando vocês bem entenderem… agora o procriativo (ie, com o intuito de engravidar)… só é verdadeiramente importante em 2 a 3 dias do ciclo… nos outros bem podem treinar que não vai acontecer nada (salvo casos de irregularidades menstruais … e nestes casos a ovulação quando ocorre pode ser fora da esperada…).
Há casais que treinam o mês todo em dias alternados e falham precisamente os dias importantes…

A partir daí depende dos vossos timings pessoais …

Podem engravidar à primeira tentativa… ao fim de 4 meses… ao fim de um ano…
Repito, dependo dos vossos projectos e tendo em atenção a idade (aumento da idade e diminuição da fertilidade) procurem ajuda com ginecologista direcionado para esta área ( são poucos… eu sou uma delas como muitas pacientes minhas sabem… mas há mais, informem-se!) quando sentirem que já devia ter acontecido…

Às vezes a frase “esperem mais uns meses, vai acabar por acontecer…” pode deixar sonhos por realizar!
Nem 8, nem 80! Aos 40 anos não vão esperar um ano!

Há sonhos demasiado importantes para não realizar…

Fica só mais uma dica… se estiverem com dificuldade em engravidar (e sobre este assunto falarei melhor noutro domingo…)… não procurem logo tratamentos de laboratório… às vezes basta acertar no dia… marquem uma consulta e muitas vezes (imensas vezes) até estão na lista de espera de uma ICSI/FIV ou até já a fizeram… e basta descobrir o dia da ovulação… e voilá, em vossa casa fazem o menino… ou a menina… basta seguir instruções!
Adoro tirar-vos da lista de espera dos tratamentos de infertilidade… e todos ficamos Felizes!

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Prematuridade

Prematuridade

Na passada 6ªf, dia 17 de Novembro assinalou-se o dia da Prematuridade.

O que é o parto prematuro? Qual a sua incidência? Que factores de risco? Que sinais de alerta? Pode haver sequelas? Qual a taxa de sobrevida? O que fazer quando acontece? As respostas seguem abaixo…

Se quiserem também podem ver a entrevista sobre o assunto, no link que se segue… 😉

Clique aqui para ver

Em todo o mundo nascem, por ano, cerca de 15 milhões de bebés prematuros e, destes, mais de 1 milhão não sobrevive.

A prematuridade é a principal causa de morte no primeiro mês de vida e a segunda causa de morte antes dos 5 anos. Em Portugal, 8 em cada 100 bebés nascem prematuros.

Em muitas das crianças que sobrevivem, registam-se sequelas significativas, como a dificuldade de aprendizagem, o défice de visão e de audição.

O parto prematuro é aquele que ocorre antes das 37 semanas, sendo designado de extremo, quando tem lugar antes das 28 semanas (maioria peso < 1000g); moderado, se ocorre entre as 28 e as 32 semanas, e pré-termo limiar, se acontece entre as 33 e as 37 semanas.

Quanto maior for a idade gestacional à data do parto, menor será a probabilidade de sequelas. O avanço tecnológico e a diferenciação de alguns hospitais em apoio perinatal permitiram o aumento significativo da taxa de sobrevida do bebé prematuro.

Atualmente, nesta área, os avanços médicos são frequentes, assumindo-se que, em regra, os bebés com mais de 1000 g sobrevivem em 95% dos casos.

São factores de risco para a prematuridade, a gravidez gemelar, a gravidez resultante de técnicas de procriação médica assistida (PMA), bem como antecedentes de parto prematuro ou abortamentos recorrentes em gestações prévias. A estes, acrescem a gravidez nos extremos da vida reprodutiva ( < 18 e > 35 anos), o tabagismo, o baixo peso materno e o insuficiente ganho ponderal na gravidez, as profissões de desgaste físico e ainda o stress psicológico intenso.

O aumento de prematuros deve-se a variados factores, devendo destacar-se especialmente o adiar da idade materna (mulher com mais patologia associada e com maior número de gestações gemelares) e ao avanço da medicina, que permite que mulheres com patologia crónica sejam mães e possibilitam também as técnicas de PMA, que aumentam o número de gravidezes gemelares.

Refira-se que nem sempre o parto prematuro é espontâneo, sendo muitas vezes iatrogénico, isto é, consequência de uma decisão médica. O Obstetra decide pelo parto antes do termo, quando existe uma situação clínica suscetível de colocar a vida do feto e/ou da mãe em risco. Os casos mais frequentes são a restrição do crescimento intrauterino grave com alterações da fluxometria e a patologia materna da gravidez, como a Pré-eclâmpsia grave e Síndrome de HELLP, que podem resultar em morte fetal e/ou materna. Nestes casos, o parto é o tratamento.

A prevenção passa pela identificação das grávidas de risco e pelo acompanhamento mais apertado nestes casos; pela redução dos factores de risco, quando possível; pela atenção aos sinais de alerta. Se detetados atempadamente é possível instituir medidas terapêuticas como a corticoterapia antenatal para maturação pulmonar e diminuição da incidência de enterocolite necrotizante e hemorragia interventricular, complicações comuns nestes bebés.

Não menos importante é orientar as grávidas com eminência de parto prematuro para um centro hospitalar com tecnologia adequada e com equipa de neonatologia treinada.

A taxa de prematuridade está a aumentar, mas a taxa de sobrevida de bebés sem sequelas está a estender-se a idades gestacionais cada vez menores.

 

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O Futuro é agora!

O Futuro é agora!

Porque me preocupo com as minhas pacientes, e a atualização é sempre muito importante ontem passei mais um dia em formação. O Futuro é Agora, e eu gosto de viver no Agora sempre a olhar para o  Futuro.

Desta vez numa área nova para mim que está a iniciar-se em Portugal, a Ginecologia Estética Regenerativa Funcional (GERF)

O que é a GERF? É um grupo de técnicas que visam melhorar a estética, o rejuvenescimento e a função sensitiva vulvovaginal.

Vou tentar explicar um pouco esta área de um modo leve…

A nível regenerativo que será o ponto mais interessante uma técnica laser estimula os tecidos e a capacidade de formação de colagénio, há uma quebra de pontes de fibrose e o tecido ao fim de algumas semanas (sim, o efeito perpetua-se semanas após o estímulo) está realmente rejuvenescido (comprovado por exame histológico). Atua a nível da atrofia dos tecidos tornando-os mais tensos e elásticos resolucionando também a perda urinária leve a moderada. Estas técnicas são procuradas principalmente pela mulher no pós-parto e na pós-menopausa, quando sentem necessidade de voltar a ser como antes. Em muito casos a alteração física, e não só, é considerável…

A nível funcional há uma recuperação da capacidade sensitiva, melhorando a capacidade da função sexual da mulher. Estas técnicas são utilizadas na maioria dos casos de dor durante relação sexual, quebrando o ciclo vicioso que se instala de dor que por feedback negativo gera medo e o esquivar-se de ter relações.

A nível estético surgiram de igual modo várias técnicas para dar resposta quer a assimetrias vulvares, a alterações vulvovaginais após o parto vaginal, quer a uma melhor abordagem (sem cicatrizes) por exemplo de pequenos lábios hipertróficos (grandes) que afectam a mulher em atividades diárias e causam desconforto e por vezes insegurança a nível sexual.

Regra geral a “necessidade aguça o engenho”,  gerando novas soluções, e aqui comprova-se uma vez mais… A esperança média de Vida está a aumentar, a mulher moderna dá mais importância à sua vida sexual até uma idade mais avançada. A vida sexual não termina na menopausa, ou pelo menos não deve terminar. Há cada vez mais novas relações que surgem mais tarde, pelos 50-60 anos e a mulher quer ter prazer, não quer ter dor nas relações e quer sentir-se bem.

Numa sociedade em que o prazer e a sexualidade já não são tabu, esta área da ginecologia surge não como uma moda, mas como uma progresso que veio para ficar. Porque queremos e merecemos sentirmo-nos bem.

Estejam atentas que em breve vou voltar a abordar este tema…

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Candidíase …

Candidíase …

Candidíase … algum dia teria que chegar para vos falar sobre esta entidade tão popular…

O que é?

A Candidíase é uma infecção causada por um fungo do gênero Candida.
A Candidíase genital é causada em 90% dos casos pela C. albicans e os restantes casos por espécies mais raras e também de tratamento mais difícil, como a C. galbrata e C. tropicalis.

O que não é?

Não é considerada uma doença sexualmente transmissível (DST), se bem que por contacto sexual ela possa ser transmitida. O que se quer dizer com isto, é que a Candida é um fungo presente habitualmente na flora vaginal normal e não é preciso portanto haver relação sexual para este microorganismo se replicar e causar sintomas.

É comum a infecção?

Sim! Pelo menos 75% das mulheres vão ter um episódio de candidíase vulvovaginal e 50% vão ter dois ou mais episódios. Cerca de 5% das mulheres apresentam 4 ou mais episódios num ano, sendo considerada nestes casos candidíase recorrente, necessitando de um tratamento mais agressivo e mais prolongada para supressão da recorrência.

Quais são os sintomas?

Os sintomas mais comuns são, prurido vulvovaginal associado a um corrimento branco espesso, grumoso. Pode ocorrer um corrimento abundante e aquoso. É comum o eritema e o edema vulvar. Pode haver também lesões de coceira, úlceras e pequenos cortes na vulva. Estas lesões e a irritação da mucosa podem causar dor ao urinar e nas relações sexuais.

Quando falamos em Candidíase complicada?

Quando este é recorrente ( > 4 episódios por ano).
Quando ocorre na gravidez, na mulher com diabetes não controlado ou outros estados de imunossupressão.
Quando a espécie de candida encontrada em cultura é outra que não a C. albicans.

Factores que predispõe o aparecimento de infeção?

Toma de antibióticos.
Diabetes mal controlado.
Gravidez.
Qualquer factor que cause imunossupressão (ie, qualquer doença ou medicação que nos deixe com as defesas diminuídas).

Que tratamento?

O tratamento normalmente é com antifúngicos tópicos, se bem que em vários casos possa ser oral, ou reforçado pela via oral.
Nos casos de candidíase complicada e em especial na gravidez, deve ser sempre medicada após observação por ginecologista.

Deve-se procurar o médico?

Sim. Deve agendar logo que possível consulta de ginecologia, pois nem sempre os sintomas são o que parecem e o tratamento é individualizado ao caso, sendo por vezes muito importante o tratamento não só antifúngico como dos sintomas (ex: um creme antipruriginoso).

O parceiro pode ter sintomas?

Pode, e se os tiver também deve fazer tratamento.
Se estiver assintomático, não é necessário uma vez que não é considerada uma DST.

Porque saber isto tudo?

Porque apenas 25% das mulheres não vão ter um episódio de candidíase na vida…
É tão comum, que convém estar a par do que é e do que não é…

Bom Domingo!

PS: Aprenderam algo no post? Se sim, partilhem… porque o saber não ocupa espaço!

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