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Contracepção… DIU e SIU

Contracepção… DIU e SIU

Hoje virei-me para a contracepção… Existem vários métodos para evitar a gravidez quando esta não é desejada. Não é opção a pílula do dia seguinte, salvo situações excepcionais e a interrupção voluntária da gravidez não pode ser encarada de modo algum como contracepção! Temos então vários tipos de contracepção:Contraceptivos combinados (compostos por estrogénio e progestativo), que podem ser orais (vulgo pílula), transdérmicos (penso Evra®) ou vaginais (anel vaginal- Circlet®). – Contraceptivos apenas com progestativo, que pode ser oral, injectável ou subcutâneo (ImplanonNXT®)… – Contraceptivos intra-uterinos, de longa duração, podendo ser de cobre (DIU) ou hormonais (SIU, que contém apenas progestativo). – Contraceptivos de barreira, como o preservativo masculino, preservativo feminino, espermicidas (pouco usados atualmente). – Contracepção de emergência, usada quando ocorre uma RS desprotegida, que pode ser oral com progestativo (Norlevo® ou Postinor® até 72h após a RS desprotegida); oral com acetato de ulipristal (EllaOne® até 120h após a RS desprotegida) e o DIU de cobre (até 120h após a RS desprotegida). Hoje vou falar sobre os contraceptivos intra-uterinos, ideais para quem se esquece frequentemente da toma diária da pílula ou apresentam contra-indicação à mesma. Estes são reversíveis, de longa duração. Denominamos DIU (dispositivo intra-uterino) os de cobre e SIU (sistema intrauterino libertador de progestativo) os hormonais. Quadro comparativo entre diferentes tipos de contraceptivos intra-uterinos:

Duração

Dose de progestativo

Diâmetro aplicador

Mirena®

5-7 anos

20μg/24h

4,4mm

Jaydess®

3 anos

6μg/24h

3,8mm

Cobre

10 anos

x

4,5mm

  Em cerca de 90% dos casos na colocação do Mirena® a paciente em poucos meses fica em amenorreia, ie, sem período. Esta % é bastante inferior no Jaydess®. São dispositivos seguros, indicados não só na contracepção como por exemplo no tratamento de hemorragias disfuncionais uterinas, lesão pré-neoplásica de cancro do endométrio (interior do útero). São a opção número 1 nas pacientes com hemorragias fortes e irregulares, e nas irregularidades da perimenopausa. O Jaydess® entrou no mercado há menos tempo, surgiu direccionado para a população mais jovem (diminuição do diâmetro do introdutor e na menor dose de progestativo). O DIU de cobre pode ser usado até 10 anos, atua por efeito de corpo estranho- o cobre faz reacção inflamatória no endométrio. Tem uma grande desvantagem aumenta em cerca de 50% o fluxo menstrual! Os DIU’s /SIU’s devem ser colocados de preferência durante o período menstrual . Após a colocação deve ser sempre confirmada a correta colocação através de ecografia, assim como anualmente na consulta de rotina. Na escolha do método contraceptivo deve-se ter em conta um conjunto de factores, como patologia associada, tipo de contracepção e duração. A decisão final é sempre da paciente! Perguntem opinião ao vosso Ginecologista! Sobre este assunto, dúvidas? Sobre os outros métodos… encontramo-nos no próximo Domingo?
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Vacinação HPV

Vacinação HPV

Há 15 dias falei-vos sobre o HPV… e prometi falar das vacinas do HPV.

Não vou repetir informação, portanto se não leram convém primeiro ler o anterior. http://aosdomingosnomeuconsultorio.com

Existem 3 vacinas aprovadas pela FDA ( Food and Drug Administration) : Cervarix ®, Gardasil ® e Gardasil 9 ®.

Como já referi existem vários serotipos de HPV, o grupo dos de alto risco (cuja infecção pode evoluir para cancro do colo do útero, mas também da vagina, ânus, recto, orofaringe…) e os de baixo risco que associam-se a verrugas genitais (condilomas).

A vacina é preparada através de partículas do vírus (incapazes de infectar as células) que criam anticorpos que protegem o organismo da infecção pelas partículas dos serotipos que a vacina contém.

A Cervarix ® confere protecção para 16, 18 e algum grau de protecção cruzada para o 31, 33, 45.

A Gardasil ® confere protecção para 6 e 11 (principais serotipos associados aos condilomas) e ao 16 e 18 (principais serotipos associados ao cancro do colo do útero).

A Gardasil 9 ® confere protecção para além do 6, 11, 16, 18 presentes na Gardasil® para os serotipos 31, 33, 45, 52 e 58. Esta vacina dá cobertura a 90% dos serotipos envolvidos no cancro do colo.

As vacinas idealmente deverão ser dadas a pacientes Naif ( ie, que não tenham tido contacto com o Vírus), no entanto estudam comprovaram benefício de administração até aos 45 anos de idade.

A vacina Gardasil® foi introduzida no plano nacional de vacinação (PNV) em 2008, para as meninas. Em janeiro do presente ano foi substituída pela Gardasil 9® que por conferir imunidade a 9 serotipos do vírus tem potencial de prevenir mais 20-30% dos casos de cancro do colo do útero.

A vacina no PNV é administrada às meninas com 10 anos, em duas tomas intervaladas por 6 meses.

No entanto estudos demonstraram que mesmo pacientes que já contactaram com o vírus e já tiveram algum tipo de lesão beneficiam da vacinação.

Nenhuma vacina é 100% eficaz e portanto não substitui o rastreio regular do cancro do colo do útero.

Contactem com o vosso Ginecologista na decisão de vacinarem e na escolha da vacina mais adequada ao vosso caso. Protejam-se!

 

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O essencial é invisível aos olhos…

O essencial é invisível aos olhos…

“O essencial é invisível aos olhos…”

Neste Domingo não há lugar para infecções, nem dúvidas obstétricas…

Repleta de Felicidade pois fez ontem 9 anos que fui Mãe.

O tema do Aniversário foi o Pequeno Príncipe… Uma reflexão sobre o “Essencial”… sobre o Amor.

” É o tempo que dedicaste à tua Flor que a fez tão Importante!” 

A minha Flor floresce linda, simples, perfeita. Há que dedicar tempo, regar, proteger, alimentar… Amar.

O Amor não pára de crescer neste caminho que fazemos juntas, caminhando de mãos dadas, sorrindo, por vezes chorando, e sempre crescendo.

O essencial é invisível aos olhos… são as pontes que criamos, os laços que tornamos nós, pequenos momentos em que nos entregamos…

Ela é o Meu Sol, a minha Estrela, o meu Mundo…

Há 9 anos rasgaste-me o meu ventre… mas continuas dentro de mim, a dar ritmo ao meu coração… obrigada meu Amor!

 

 

 

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O HPV… ou porque fazemos nós o “papanicolau” ?

O HPV… ou porque fazemos nós o “papanicolau” ?

O HPV… ou porque fazemos nós o “papanicolau” ?

O “papanicolau” (citologia cervicovaginal – CCV) é usada para pesquisar células alteradas que alertem para a possibilidade de cancro do colo do útero. Este é  segunda causa de cancro na mulher.

A nível populacional este rastreio deve ser iniciado após os 21 anos ou 3 anos após o inicio da atividade sexual. A periodicidade da sua realização vai depender do rastreio ser populacional (custo-benefício) ou individual. Pode ser mais espaçado se houver pesquisa do HPV.

O HPV ou papiloma vírus humano, possui mais de 200 subtipos diferentes. Estes vírus podem causar desde verrugas da pele a lesões mais graves como o cancro do colo do útero. Também pode estar na origem de cancro da vulva, vagina, pênis, ânus, recto e orofaringe.

Mas, minhas senhoras, vamos acalmar!

90% das mulheres contactam com este vírus pelo menos uma vez na Vida!

Portanto não me liguem a chorar que estão com cancro se virem infeção por HPV no vosso papanicolau!!!

Na maioria dos casos após o contacto com o HPV o nosso sistema imunitário consegue eliminar o vírus. Porém em cerca de 20% a infeção pode persistir “adormecida” por anos, levando a determinada altura a transformação celular. Essa lesão se não detetada e não tratada pode evoluir para cancro do colo do útero.

Do contacto à lesão e posterior transformação maligna passam anos. Podemos concluir que se as mulheres em vez de gastarem dinheiro em massagens forem ao ginecologista regularmente a grande maioria nunca chegará a ter lesão grave. 🙂

Porque é que em alguns casos progride para lesão? Está relacionado com  predisposição pessoal e com o subtipo de HPV com o qual houve contacto.

Esta infeção é a mais comum DST (doença sexualmente transmissível), relembrando que se estima que 90% de todas nós tenha contacto com o vírus ao longo da Vida.

Melhor modo de evitar é não ter relações sexuais nunca… Não sendo possível, considerar relações monogâmicas 😉 , usar preservativo e realizar rastreio do cancro cervical de modo regular.

Importante também a vacinação contra este vírus, mas sobre as vacinas… encontramo-nos no próximo Domingo?

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Fotografia do Parto – Imortalizar “O” Momento

Fotografia do Parto – Imortalizar “O” Momento

A Fotografia captura um instante. Guarda um momento.

Somos Humanos…Queremos guardar os momentos porque são valiosos, porque nos dizem algo, porque nos ligam a um passado que fica retido naquele pedaço de papel até ao presente.

No Mundo atual em que vivemos, somos dominados pela internet, apps, redes sociais e formatos digitais. Novas modas surgem. E a fotografia nem sempre fica presa num papel… 🙂

Há uns anos surgiu a ideia de ter a reportagem fotográfica do casamento e assim guardar esse dia para mais tarde recordar… e mostrar aos filhos e netos esse dia em que tudo começou…

Entretanto nos últimos tempos esse campo de “Guardar os Momentos” expandiu, e começaram a fazer reportagens fotográficas da Grávida, do babyshower, do recém-nascido, do baptizado, dos aniversários…

Queremos Imortalizar o Momento, para mais tarde recordar. Os momentos, mesmo os mais significativos passam… e a Fotografia permite que permaneçam. E no silêncio da fotografia um mar de emoções se perpetua.

Uma nova tendência, com início no centro da europa chega a Portugal… Fotografar o Nascimento.

E quando há pouco tempo me perguntaram se podiam fazer reportagem fotográfica do parto, achei uma delícia… disse que sim! Haverá momento mais importante que o Nascimento? Não me parece.

Claro que terá que ser com um fotógrafo preparado para tal, que respeite as regras e  um conjunto de requisitos que garantam a segurança e a privacidade de todos os envolvidos.

Os profissionais de fotografia têm que saber onde se podem colocar para não incomodar o ambiente normal de trabalho e não interferir de modo algum com a segurança do parto.

Eu fico de lágrima no olho quando vejo Aquele Momento em que Nasce a nova família… quando o bebé sai do ventre da mãe.

Fotografar os momentos que antecedem o nascimento, captar a tensão misturada com ansiedade da espera que culmina numa explosão de alegria quando se ouve o primeiro choro do bebé…

Imortalizar o nascimento.

Guardar para sempre O MOMENTO da nossa Vida.

Se acho lindo? Acho maravilhoso! … ainda mais depois de ver uma dessas reportagens… cliquem baixo e vão ver do que estou a falar.

https://loungefotografia.smartslides.com/o-parto-do-gustavo

PS: na reportagem acima  um dos meus casais no dia que Nasceu o nosso Gustavo.

http://www.loungefoto.com

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Tosse convulsa e as suas questões…

Tosse convulsa e as suas questões…

Tosse convulsa e as suas questões… proteger os nossos bebés!

  • O que é?

É uma infecção da via respiratória, de contágio fácil. A bactéria é transmitida em pequenas partículas pelo “ar”. É causada por uma bactéria Bordatella pertussis. É dividida em três estadios e pode durar meses.

  • Como se detecta?

Tosse persistente, com duração igual ou superior a duas semanas com acessos paroxísticos. Para confirmação podem ser necessários exames adicionais. No recém-nascido tem sintomas muito mais exuberantes e que podem ser graves, conduzindo a internamento e com mortalidade associada.

  • Porque se fala de tosse convulsa ultimamente?

Porque infelizmente, apesar da infecção já estar praticamente erradicada, nos últimos 5 anos re-emergiu com um surto em 2012 e 2013. Neste pico 80% dos casos ocorreram em crianças com menos de 1 ano e o grupo de crianças com menos de três meses foi responsável por 60% das hospitalizações e 100% mortalidade.

  • Quando é dada esta vacina no plano Nacional de vacinação?

A vacina da tosse convulsa é dada pela primeira vez aos 2 meses, portanto o bebé durante esses primeiros tempos não tem qualquer protecção contra esta infecção. É precisamente nestes dois primeiros meses de vida que é maior o risco de contrair a infecção e esta estar associada a complicações graves. Desde Janeiro de 2017 faz parte também  do plano nacional de vacinação a vacinação das grávidas.

  • Porque surgiu a diretriz de vacinar as grávidas?

A vacinação na mulher grávida surgiu no sentido não só de proteger a mãe da infecção e assim não a passar ao recém-nascido, mas principalmente porque a mãe ao ser vacinada cria anticorpos que irão passar para o recém-nascido e lhe vão conferir uma imunidade nesses primeiros meses antes da vacinação ativa pelos 2 meses. Esta medida foi internacionalmente adoptada de modo a anular este intervalo em que o bebé não está protegido.

  • Quando vacinar a grávida?

Estudos mais recentes indicam que possa ser tomada com beneficio em qualquer altura da gravidez. Se programada deve ser administrada de preferência entre as 27 e 36 semanas.

Esta indicação surgiu o ano passado e desde Janeiro de 2017 pode ser administrada gratuitamente nos Centros de Saúde.

Vacina da Tosse convulsa na Gravidez? SIM.

Pela protecção dos nossos bebés…

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